Esta é a história do início de uma nova aventura de uma carrinha Volkswagen de 1969 nas mãos do seu novo proprietário - EU! :)
A minha paixão por carrinhas Volkswagen já vem de há muito...
O meu primeiro contacto com uma foi nas Oficinas Gerais de Material Areonáutico (OGMA), em Alverca, onde o meu pai trabalhva, quando as instalações ainda pertenciam à Força Aérea.
Alguns anos da minha infância foram passados lá, nos fins-de-semana em que era ele que ficava como oficial de serviço e a minha mãe me levava com as minhas irmãs a ir "passar o dia à tropa com o papá".
Aquilo era um mundo de fantasia para qualquer puto: imenso espaço para poder jogar à bola, andar de bicicleta e skate, poder jogar Tetris o dia todo, ir almoçar e jantar à cantina em que as cozinheiras eram uma simpatia e traziam de propósito a "sopinha para o filho do Sr. Capitão Seixas". Enfim, eram os melhores fins-de-semana, a que muito poucos miúdos tinham acesso, e que por isso eu e as minhas irmãs tirávamos à sorte para ver quem ficava a dormir lá com o papá para poder brincar mais no dia seguinte.
Mas o melhor de tudo eram os montes de aviões (A7, F-16, C-130, Aviocar...) e helicópetros (alouette, Puma...) de todos os tamanhos e feitios, meio despidos para serem reparados e eu ali, com acesso àquilo tudo, poder entrar, subir e descer dos aviões, sentar-me aos comandos daquelea pássaros metálicos e fingir que voava...
As carinhas VW eram o meio de transporte que utilizavamos para atravessar as instalações para o meu pai poder ir do edifício onde trabalhava para a porta de armas, para a cantina, para os hangares, etc. Ainda me lembro de, ao colo dele, conduzir algumas VW Transporter azul, ao longo das instalações, por entre aviões e helicópetros, parados em reparação.
E tudo naquela carrinha era diferente: o cheiro característico dos bancos, que era um misto de óleo com cabedal, o bater seco das portas quando se fechavam, o trabalhar certinho mas ruidoso do motor, o volante, a bagageira e os vidros enormes... era totalmente diferente dos outros carros a que estava habituado. Á medida que fui crescendo, eu e o meu pai fomos criando uma rotina em que, sempre que possível, eu tinha 1 ou 2 aulas de condução por dia. Nesa fase já me sentava ao volante sozinho e ao meu lado, o meu pai ia colocando as mudanças, enquanto eu acelerava pela pista de aterragem dos aviões! :)
Passado uns anos o meu pai foi transferido para Lisboa, para bem mais perto de casa e da família, mas deixaram de existir aqueles fins-de-semana mágicos...
Mesmo assim, desde essa altura, sempre que via uma carrinha VW sentia algo de diferente em mim, e recoradava os ruídos, características e condução daquelas carrinhas e lembro-me de sempre pensar (e mias tarde dizer à minha família): "Um dia vou ter uma daquelas...!"
A minha paixão por carrinhas Volkswagen já vem de há muito...
O meu primeiro contacto com uma foi nas Oficinas Gerais de Material Areonáutico (OGMA), em Alverca, onde o meu pai trabalhva, quando as instalações ainda pertenciam à Força Aérea.
Alguns anos da minha infância foram passados lá, nos fins-de-semana em que era ele que ficava como oficial de serviço e a minha mãe me levava com as minhas irmãs a ir "passar o dia à tropa com o papá".
Aquilo era um mundo de fantasia para qualquer puto: imenso espaço para poder jogar à bola, andar de bicicleta e skate, poder jogar Tetris o dia todo, ir almoçar e jantar à cantina em que as cozinheiras eram uma simpatia e traziam de propósito a "sopinha para o filho do Sr. Capitão Seixas". Enfim, eram os melhores fins-de-semana, a que muito poucos miúdos tinham acesso, e que por isso eu e as minhas irmãs tirávamos à sorte para ver quem ficava a dormir lá com o papá para poder brincar mais no dia seguinte.
Mas o melhor de tudo eram os montes de aviões (A7, F-16, C-130, Aviocar...) e helicópetros (alouette, Puma...) de todos os tamanhos e feitios, meio despidos para serem reparados e eu ali, com acesso àquilo tudo, poder entrar, subir e descer dos aviões, sentar-me aos comandos daquelea pássaros metálicos e fingir que voava...

As carinhas VW eram o meio de transporte que utilizavamos para atravessar as instalações para o meu pai poder ir do edifício onde trabalhava para a porta de armas, para a cantina, para os hangares, etc. Ainda me lembro de, ao colo dele, conduzir algumas VW Transporter azul, ao longo das instalações, por entre aviões e helicópetros, parados em reparação.E tudo naquela carrinha era diferente: o cheiro característico dos bancos, que era um misto de óleo com cabedal, o bater seco das portas quando se fechavam, o trabalhar certinho mas ruidoso do motor, o volante, a bagageira e os vidros enormes... era totalmente diferente dos outros carros a que estava habituado. Á medida que fui crescendo, eu e o meu pai fomos criando uma rotina em que, sempre que possível, eu tinha 1 ou 2 aulas de condução por dia. Nesa fase já me sentava ao volante sozinho e ao meu lado, o meu pai ia colocando as mudanças, enquanto eu acelerava pela pista de aterragem dos aviões! :)
Passado uns anos o meu pai foi transferido para Lisboa, para bem mais perto de casa e da família, mas deixaram de existir aqueles fins-de-semana mágicos...
Mesmo assim, desde essa altura, sempre que via uma carrinha VW sentia algo de diferente em mim, e recoradava os ruídos, características e condução daquelas carrinhas e lembro-me de sempre pensar (e mias tarde dizer à minha família): "Um dia vou ter uma daquelas...!"
Este puto giro é o meu filho!!!!
ResponderEliminarContinua a "voar" em vários sonhos mas não precisas de aviões, tem asas no pensamento,tem uma mulher linda, um filho fantástico que sai ao pai e à mãe e acredita que ainda vai andar naquela carrinha que vimos toda "rota", mas que finalmente se está a parecer com alguma coisa capaz de nos transportar...e eu espero também dar uma voltinha. Estou convidada?
Mãe